08 dezembro 2016

Terapia Cognitivo Comportamental


Trata-se de uma forma de terapia que pode ser breve ou mais prolongada. Aaron Beck é considerado o pai dessa abordagem que inicialmente chamava-se Terapia Cognitivo. Ele observou que sua teoria era influenciada por vários autores pós-freudianos, sendo que sua abordagem inicial era psicanalítica. 

O modelo cognitivo comportamental básico trabalha com os seguintes elementos. 


Temos uma situação (Evento) que promove uma reflexão (Avaliação Cognitiva) que resulta em uma resposta emocional e comportamental (Emoção e Comportamento) que reforçam a reflexão inicial (Avaliação Cognitiva). 
Exemplo: Estou andando à noite em uma rua desconhecida e escura. Um homem desconhecido está andando atrás de mim indo para mesma direção que estou indo (Evento). 
Sou invadida por pensamentos: “Ele vai me assaltar”, “Preciso andar mais rápido”, “Vou mudar de caminho” ou “Preciso procurar ajuda”. (Avaliação Cognitiva)
Devido tal avaliação passa a sentir medo, ansiedade e fico em estado de alerta (Emoção). 
Passo a andar mais rápido, procuro locais abertos para entrar e procurar ajuda e me preparo para luta ou fuga. (Comportamento). 
Resultado: Posso ter avaliado de forma correta a situação e realmente estar me perigo ou ser uma avalição disfuncional. Quando o paciente passa a ter avaliação disfuncionais das situações e isso atrapalha sua vida, rotina e relações sociais deve procurar ajuda de um terapeuta. 

Como saber se estou tento avaliações disfuncionais: Sem ter passado por um processo terapêutico previamente é complicado fazer sozinho tal avaliação. Pois, os terapeutas cognitivos no decorrer do processo ensinam seus pacientes a identificar os pensamentos disfuncionais (que geram avalições disfuncionais) e as estratégias que usadas para manter as crenças disfuncionais e o comportamento disfuncional. 

Exercício: Quando identificar um pensamento faça alguns questionamentos 
- O que me levou a pensar tal coisa? (Qual situação, evento..)
- Quando eu acredito isso? (0 – 100%)
- Quais são as evidências que tenho para confirmar sua veracidade? (Alguma coisa no meu contexto comprova a veracidade do pensamento ou sustenta sua essência)
- Esse pensamento está me causando prejuízo? (Deixo de fazer alguma coisa por causa dele, mudo minhas relações)
- Consigo trabalhar tal pensamento sozinho? (Após a checagem consigo resolver ele sozinho ou preciso de ajuda). 

12 setembro 2016

Pensamento Automático




Quando observamos uma situação, sem estar na cena, percebe-se que as pessoas envolvidas normalmente interpretam de forma diferente a cena. Para interpretamos uma cena acessamos os esquemas que construímos ao longo do tempo, desde quando eramos pequenos, eles estão ali para proteger nossas crenças centrais e intermediárias. Tudo isso interfere na interpretação, gerando Pensamentos Automáticos (PA), que por sua vez influência as emoções e o comportamento. 

Os comportamentos e sentimentos variam conforme a interpretação que a pessoa faz da situação. Vamos para o exemplo: 

Situação: Prova na escola 

Pensamento: "Sou incapaz"; " Vou responder tudo errado"

Sentimento: Deprimida e/ou ansiosa (esses pensamentos podem gerar outras emoções/sentimentos)

Fisiologia: Dor de barriga, vontade de vomitar, transpiração excessiva, tremedeira, branco...

Comportamento: A pessoa pode desistir de fazer a prova; responder qualquer coisas...

Os pensamentos automáticos podem ser palavras, imagens ou filmes que passam na nossa cabeça. Como seu nome ja descreve, ele é automático não controlamos. São pensamentos rápidos, que não escolhemos ter. Nem sempre estão certos! Quando não estão de acordo com a realidade, ele é um PA disfuncional. Quando estamos em sofrimento psíquico e acreditamos nos PAs disfuncionais, sentimos e agimos conforme a interpretação dele. Muitas vezes fazemos mal a nós e aos outros. 

Outro dia li em um blog "Penso, logo sinto e/ou ajo". Achei perfeito! Pois, é bem isso que ocorre com todos nós e o tempo todo. 


Pescar os PAs (heheh) nem sempre é fácil. Mas, quando dominamos essa habilidade podemos descobrir as Crenças Centrais, Crenças Intermediárias e as Estratégias que usamos para manter elas no seu lugar protegido. 

O PA é o nível mais acessível da consciência, é pré-consciente, a crença central e a intermediária estão em um nível mais profundo. Em outro post explico a diferença dos três! 


Somente um profissional capacitado poderá lhe ajudar! 


Fonte: Livro da Judith Beck e experiência clínica 



15 julho 2016

Terapia Cognitivo Comportamental


Trata-se de uma forma de terapia que pode ser breve ou mais prolongada. Aaron Beck é considerado o pai dessa abordagem que inicialmente chamava-se Terapia Cognitivo. Ele observou que sua teoria era influenciada por vários autores pós-freudianos, sendo que sua abordagem inicial era psicanalítica.

O modelo cognitivo comportamental básico trabalha com os seguintes elementos. 


Temos uma situação (Evento) que promove uma reflexão (Avaliação Cognitiva) que resulta em uma resposta emocional e comportamental (Emoção e Comportamento) que reforçam a reflexão inicial (Avaliação Cognitiva).
Exemplo: Estou andando à noite em uma rua desconhecida e escura. Um homem desconhecido está andando atrás de mim indo para mesma direção que estou indo (Evento).
Sou invadida por pensamentos: “Ele vai me assaltar”, “Preciso andar mais rápido”, “Vou mudar de caminho” ou “Preciso procurar ajuda”. (Avaliação Cognitiva)
Devido tal avaliação passa a sentir medo, ansiedade e fico em estado de alerta (Emoção).
Passo a andar mais rápido, procuro locais abertos para entrar e procurar ajuda e me preparo para luta ou fuga. (Comportamento).
Resultado: Posso ter avaliado de forma correta a situação e realmente estar me perigo ou ser uma avalição disfuncional. Quando o paciente passa a ter avaliação disfuncionais das situações e isso atrapalha sua vida, rotina e relações sociais deve procurar ajuda de um terapeuta.

Como saber se estou tento avaliações disfuncionais: Sem ter passado por um processo terapêutico previamente é complicado fazer sozinho tal avaliação. Pois, os terapeutas cognitivos no decorrer do processo ensinam seus pacientes a identificar os pensamentos disfuncionais (que geram avalições disfuncionais) e as estratégias que usadas para manter as crenças disfuncionais e o comportamento disfuncional.

Exercício: Quando identificar um pensamento faça alguns questionamentos
- O que me levou a pensar tal coisa? (Qual situação, evento..)
- Quando eu acredito isso? (0 – 100%)
- Quais são as evidências que tenho para confirmar sua veracidade? (Alguma coisa no meu contexto comprova a veracidade do pensamento ou sustenta sua essência)
- Esse pensamento está me causando prejuízo? (Deixo de fazer alguma coisa por causa dele, mudo minhas relações)
- Consigo trabalhar tal pensamento sozinho? (Após a checagem consigo resolver ele sozinho ou preciso de ajuda).



23 abril 2016

Introdução ao Modelo de Terapia Cognitivo Comportamental

         




Na Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), trabalhamos com os pensamentos automáticos, emoções, comportamentos, estratégias compensatórias, esquemas etc. Quando um paciente procuta um terapeuta da TCC ou de outra abordagem, geralmente está em sofrimento, sendo assim, nossa função auxiliar na elaboração do mesmo. 

Segue um exemplo: 



Fonte: Site Ciência do Cérebro


O pensamento disfuncional é comum em todos os transtornos psicológicos. Ele influencia o estado de humor e o comportamento, ou seja, quando avaliamos o pensamento disfuncional de forma realista e adaptativa conseguimos mudar/adaptar o estado de humor e o comportamento relacionado. 

Para que ocorra melhora duradoura devemos trabalhar com os níveis mais profundos da cognição. As crenças básicas (centrais) sobre si, sobre o mundo, sobre o futuro; crenças intermediárias e às estratégias compensatórias que ativamos. Avaliamos como o sujeito funciona nas situação, conseguimos identificar os gatilhos dos esquemas disfuncionais. 


Fonte: Google imagens 




Fonte do texto: Beck, Judith S. Terapia Cognitivo Comportamental: Teoria e Prática. Porto Alegre. Atimed, 2013. 
Imagem: Ciência do Cérebro